Cri cri cri *bola de feno*

(Acho que já escrevi um post com esse título. )

Gente, deixa eu falar duas coisas pra vocês, do fundo do meu coração: desculpa e obrigada. Ando sofrendo de uma imensa falta de inspiração, e quando tenho vontade de escrever, é só reclamação. Ainda vou escrever sobre todas as minhas frustrações, mas não hoje. Hoje só vim falar que não morri e agradecer a todo mundo que continua vindo aqui, todo mundo que curtiu a página do blog no Facebook – sempre compartilho coisas que acho interessante por lá -, todo mundo que me mandou mensagem. O blog não vai morrer não, estou planejando voltar a escrever com regularidade em breve, cheia de novidades. Não me abandonem! 🙂

(E enquanto isso não acontece, aproveitem pra dar uma olhada nos posts antigos aqui do lado!)

A casa do Oscar

A Casa do Oscar
A casa do Oscar era o sonho da família. Havia um terreno para os lados da Iguatemi, havia o anteprojeto, presente do próprio, havia a promessa de que um belo dia iríamos morar na casa do Oscar. Cresci cheio de impaciência porque meu pai, embora fosse dono do Museu do Ipiranga, nunca juntava dinheiro para construir a casa do Oscar. Mais tarde, num aperto, em vez de vender o museu com os cacarecos dentro, papai vendeu o terreno da Iguatemi. Desse modo a casa do Oscar, antes de existir, foi demolida. Ou ficou intacta, suspensa no ar, como a casa no beco de Manuel Bandeira.
Senti-me traído, tornei-me um rebelde, insultei meu pai, ergui o braço contra minha mãe e saí batendo a porta da nossa casa velha e normanda: só volto para casa quando for a casa do Oscar! Pois bem, internaram-me num ginásio em Cataguases, projeto do Oscar. Vivi seis meses naquele casarão do Oscar, achei pouco, decidi-me a ser Oscar eu mesmo. Regressei a São Paulo, estudei geometria descritiva, passei no vestibular e fui o pior aluno da classe. Mas ao professor de topografia, que me reprovou no exame oral, respondi calado: lá em casa tenho um canudo com a casa do Oscar.
Depois larguei a arquitetura e virei aprendiz de Tom Jobim. Quando minha música sai boa, penso que parece música do Tom Jobim. Música do Tom, na minha cabeça, é casa do Oscar.

Chico Buarque

Imagem: Casa das Canoas

A cor do ano 2016 ~ Pantone

Boa noite, gente! A Pantone anunciou na tarde de hoje sua cor do ano para 2016 e *tchan tchan tchan* a cor na verdade é uma combinação de duas cores.

Pantone Cor do Ano Color of the Year Rose Quartz Serenity

Quebrando uma sequência de cores fortes – laranja tangerina em 2012, verde esmeralda em 2013, roxo orquídea em 2014, vermelho marsala em 2015 -, 2016 vêm com a suavidade de tons pastéis, inspiradas na tendência da busca pela paz interior e a fuga do estresse do dia-a-dia. O rose quartz é um velho conhecido das tendências, pois já tinha sido escolhida a cor da primavera em setembro.

Rose Quarts e Serenity

E aí, o que vocês acharam? Eu curto a combinação, são as cores que eu escolhi pro quarto da minha filha antes de ela nascer, e eu acho que ficam super bem juntas na decoração.

(Não esqueçam de participar do sorteio, gente, amanhã é o último dia para concorrer, corram!)

Então é Natal…

Natal banner

Boa noite, gente! Hoje é dia de dar presentes aqui no blog ❤️

Esse post era pra ter sido publicado na sexta. E depois no sábado. Mas eu não conseguia decidir o que dar. Pensei em canecas, cadernos, quadros, não conseguia escolher. Aí, do nada, me aparece a página do Compro de quem faz e – putz – que movimento legal! Comprar de quem faz é uma coisa tão bacana, você está diretamente apoiando o trabalho daquela pessoa, colocando comida na mesa de alguém, ou pagando as aulas de balé/natação/judô de uma criança. Não é um pensamento genial?

Então, com isso em mente eu decidi que compraria alguma coisa: 1. direto de quem faz; 2. relacionado com arquitetura; 3. aqui no Reino Unido – pois assim ficaria mais fácil de enviar para qualquer lugar do mundo. O produto escolhido foi:

bolsa jessica hogarth

Pra concorrer é muito simples, basta fazer o login no aplicativo abaixo – fácil, não é? Todas as outras ações são opcionais e contam como pontos extras. Quanto mais pontos, mais chances de ganhar. O concurso vai ser rapidinho e termina na sexta, para dar tempo de eu enviar o presente e, se a Nossa Senhora da ECT ajudar, chegar antes do Natal.

Natal do Arquicarolina 🎅

E aí, vamos participar? 1, 2, 3 – VALENDO!

Prêmio RIBA House of the Year ~ surpresa!

Bom dia, gente! Então, na minha cabeça, hoje seria o dia que eu simplesmente diria quem ganhou o prêmio, escreveria uma redação sobre como o mundo é injusto etc etc, mas fui surpreendida pelo fato de eles anunciarem mais um finalista no mesmo dia do anúncio do vencedor – oi? Enfim, não sou eu quem manda nessa bagaça, eu só conto o que acontece (rs), então trago pra vocês o último indicado, o vencedor e a reclamação tudo num post só – vou resumir pra não ficar muito longo.

The Mill WT Architecture banner

Começando pelo último indicado (1. 2. 3. 4. 5. 6.): The Mill, projetada pelo escritório WT Architecture. A casa fica na Escócia e era originalmente as ruínas de um moinho. O website do escritório é bem sucinto e, sobre o projeto, diz apenas que “novas aberturas nas paredes existentes foram evitadas, com uma nova estrutura independente se encaixando dentro das paredes consolidadas.”

The Mill WT Architecture 01 The Mill WT Architecture 02 The Mill WT Architecture 03 The Mill WT Architecture 04 The Mill WT Architecture 05 The Mill WT Architecture 06 The Mill WT Architecture 07 The Mill WT Architecture 08 The Mill WT Architecture 09 The Mill WT Architecture 10The Mill WT Architecture isométrica The Mill WT Architecture perpectiva interna

Esse projeto talvez seja a resposta do porquê eu não gostei tanto da casa de antes de ontem. Sim, o (outro) projeto é bacana, mas cadê inovação, soluções criativas, etc etc? Um bom projeto é o mínimo que se deve esperar de um arquiteto e por si só não deveria ser motivo de premiação – nem de indicação, na minha opinião. Agora, pegar algo que já existe e transformar em um espaço de morar – quando seria bem mais simples demolir o prédio existente ou simplesmente construir algo totalmente novo -, buscar soluções para esse espaço, é outro tipo de desafio.

Mas, enfim, toda essa minha discussão sobre quem merece e quem não merece ser indicado pouco importa, já que não foi nenhum desses projetos que ganhou, hahaha 😀 E também não foi a casa que eu havia escolhido – mas o resultado não chega a ser surpreendente. O vencedor é *rufar dos tambores*:

Flint House Skene Catling de La Peña 01
Flint House!

A Flint House é o perfeito exemplo do que quantidades ilimitadas de dinheiro e um cliente liberal podem fazer – e isso não é uma crítica, é provavelmente o sonho de todo arquiteto, rs. Agora, o mimimi: para mim, esse prêmio serviu para ter uma ideia do que acontece com a arquitetura no Reino Unido e, talvez, uma explicação do porquê esteja sendo tão complicado para mim conseguir me colocar no mercado: tudo acontece em Londres. Só 2 dos 7 escritórios concorrentes não estão em Londres, metade das casas são em Londres e 5 das 7 são no sul da Inglaterra. Bom, talvez eu esteja equivocada e esse ano seja uma anomalia (afinal, ano passado quem ganhou foi uma casa no País de Gales, projetada por um escritório do País de Gales), mas me parece uma pena que, aparentemente, apenas uma parcela do país esteja se beneficiando de boa arquitetura. Enfim, vamos aguardar a premiação do ano que vem e ver o que acontece!

Imagens: The Mill