{Inspiração} Jardins pequenos

É óbvio que é só eu falar que vou voltar a postar todos os dias para a filha ficar doente, o marido ficar doente e, é claro, eu ficar doente. Que urucubaca, meldels. Passada a temporada de vírus na casa dos Taylor, é hora de voltar ao normal *bate na madeira, dá três pulinhos e faz promessa pro santo*.

Talvez vocês tenham reparado que eu sempre falo de espaços pequenos, e eu tenho um motivo: minha casa é toda pequena. Tudo é pequeno, apertado, modesto. E, com a chegada da primavera aqui nas terras do norte, cá estou para falar de jardins.

Meu ideal de jardim é um que tenha baixa manutenção e que seja um lugar de convivência – um espaço para dividir com a família e os amigos nos longos dias quentes de verão. Baseado nisso, escolhi 5 jardins que estão me servindo de inspiração para dividir com vocês.

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Meu grande problema no momento é que eu não sou boa com plantas – no sentido de conseguir mantê-las vivas. Mas estou bolando um projeto bem legal pro meu jardim, aguardem e confiem! Quem quiser acompanhar minhas inspirações para esse projeto, é só seguir esse mural no meu Pinterest!

{Imagens: 12345.}

 

Concurso Internacional: jumpthegap

concurso internacional jumpthegap

Minha gente, estão abertas até o dia 25 de fevereiro as inscrições para o concurso internacional de design, jumpthegap, promovido pela Roca em parceria com o Centro de Design de Barcelona (BCD). O objetivo do concurso é encontrar conceitos inovadores e sustentáveis para o uso do espaço do banheiro.

O concurso tem duas categorias: jovens* arquitetos e designers e estudantes de arquitetura e design. São aceitas inscrições individuais ou em dupla.

O júri é composto por grandes nomes da arquitetura e do design mundial (incluindo Marcelo Rosenbaum) e serão distribuídos €15000 em prêmios – €6000 para os vencedores de cada categoria, mais €3000 para o vencedor da categoria especial sustentabilidade.

concurso internacional jumpthegap juri

As regras completas podem ser encontradas no site do concurso.

*Pessoas nascidas a partir de 01 de janeiro de 1980. Não sou mais jovem, oficialmente. Que saudade da minha juventude!

{Imagens: jumpthegap}

Livraria Foyles, por Lifschutz Davidson Sandilands

Hoje chegou minha cópia da revista Architects’ Journal da semana passada e dentro dela veio esse projeto da Livraria Foyles, que fica no centro de Londres.

Foyles - 1912-2014

Uma das livrarias mais famosas do mundo, a Foyles está na Charing Cross Road desde 1906. O prédio antigo, onde a loja funcionava desde 1929, já não atendia mais as necessidades da livraria. Então, em 2008, com a mudança da escola de arte Central St Martins para um novo endereço, a Foyles comprou o antigo prédio e, com projeto do escritório Lifschutz Davidson Sandilands, o transformou em uma loja de 5 andares, mais 13 apartamentos de luxo, que foram vendidos para financiar o projeto.

Foyles - fachada

Foyles 01

A ideia era criar um lugar que as pessoas queiram visitar, ao invés de comprar livros pela internet, então a ênfase do projeto é tornar a experiência de “navegar” pela loja o mais simples e prazerosa o possível. Isso, porém, não significa a negação total à tecnologia: ao se conectar ao wifi da loja, um aplicativo possibilita a busca de títulos por palavra chave e é possível não só verificar a disponibilidade dos livros procurados, mas também ser guiados até eles. A tecnologia a serviço das lojas físicas!

Foyles 03

Foyles 02

Foyles 05

Foyles - basement

Foyles - térreo

Foyles - níveis 1 e 2

Foyles - níveis 3 e 4

Foyles - níveis 5 e 6

Foyles - corte

Ainda não levei minha câmera para passear por lá, mas pretendo em breve!

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{Imagens: 1. 2 + plantas e corte: Architects’ Journal – 21.11.14. 3-8.}

A última de Yorkshire: a hospedagem

Veja bem, se eu tivesse ficado num hotel, ontem provavelmente teria sido o último post sobre essa viagem do final de semana. Por que, fala sério, qual seria a graça de fazer um post sobre quarto de hotel? Pouquíssimos – e certamente nenhum que caiba no meu bolso – hotéis tem alguma coisa arquitetônica ou decorativa que fuja do comum o suficiente para valer uma entrada no blog. Mas, aí é que está, nós não ficamos em um hotel…

 Placa chalé

Nós ficamos em uma…

carroça!

carroça!

Sim, minha gente, uma carroça. E uma carroça tão legal que eu resolvi postar aqui pra vocês verem.

Chalé exterior 01

Porta_chalé

Janela chalé

Chalé detalhes 01

O exterior é feito de chapas de metal corrugado, com esquadrias de madeira. Tem uma mesa na área externa, assim como uma churrasqueira – nas fotos ela aparece coberta por uma capa.

Chalé interior 04

Chalé interior 03

Chalé interior 02

Chalé interior 01

As paredes do interior são revestidas de madeira, assim como o piso. A cabine é equipada com uma geladeira, forno de microondas, chaleira elétrica e uma torradeira muito massa, que faz ovo cozido melhor que eu, além de uma televisão. Tem um forno a lenha, mas também tem um aquecedor elétrico.

A cabine tem capacidade para 3 pessoas e o que eu achei mais incrível foi como um espaço tão pequeno pode ser aproveitado de maneira tão eficiente, que nem parece tão pequeno assim. No site da empresa que fabrica as carroças tem um videozinho com a Ruth, a dona desse lugar, mostrando como ela é por dentro – e sem essa zona que nós deixamos, já que eu deveria ter tirado essas fotos quando chegamos, não quando saímos, rs.

O único porém desse lugar é que não tem banheiro, mas nem é uma coisa tão ruim assim: imagina que tamanho de banheiro seria se tivessem que colocar um aí? A solução que eles deram foi excelente: entre as duas cabines desse tipo que eles tem (eles tem várias outras maiores, estilo chalé), foi construído um chalézinho de madeira que funciona como um bloco de serviços. Lá tem uma cozinha, com máquina de lavar e de secar e dois banheiros, um pra cada cabine – banheiro grande, com chuveiros maravilhosos, totalmente valem a pena os 30 passos que você tem que dar para chegar lá – e uma sala separada, para limpar botas da lama (a parada é no meio do mato, gente!) e empréstimo de galochas para quem esqueceu as suas. Na cozinha também tem uma biblioteca e dvd-teca, uma porção de jogos de tabuleiro e de brincar ao ar livre e uma honesty shop: uma mini loja onde você pega o que quiser, o preço tá na etiqueta, você anota no bloquinho o que levou e deixa o dinheiro numa caixinha.

Nós gostamos muito de tudo e certamente voltaremos – quem sabe no verão, pra aproveitar um churrasquinho no fim do dia? Quem estiver indo pra essas bandas, o website deles está aqui.

Sobre a decoração: a maioria dos itens são da Cath Kidston, as almofadas de flores são da Dunelm.

Catedral de York

E então que domingo foi meu aniversário. Sabe aniversário ruim? Então. Começou com festival de piti da pequena e terminou comigo derrubando chá no colo e passando 4 horas de um engarrafamento para o outro. Mas porém contudo – passei algumas horas nesse lugar maravilhoso e é assim que quero lembrar o meu 3.5.

Catedral de York

Catedral de York

Existe um templo nesse local desde a época dos romanos. O edifício atual é gótico e exibe os três períodos do gótico inglês (na planta abaixo podemos ver qual parte da igreja pertence a qual período). Sua construção começou em 1220 e foi concluída, como é hoje, em 1472. A orientação é oeste-leste (altar no leste), como era comum no período medieval – e é um elemento importante em toda a história da arquitetura religiosa cristã. Consagrada a São Pedro, originalmente era uma igreja católica, mas se tornou de denominação anglicana quando deu a louca no Henrique VIII.

planta baixa

Clique para ver maior!

 

Os pilares da nave marcam a linha da parede da catedral normanda que ocupava o sítio anteriormente. A nave tem 80 metros de comprimento, 30 metros de largura e 29 metros de altura, e é uma das maiores da Inglaterra.

Nave 01Nave 02 Nave 03

O cruzeiro

O cruzeiro

Os vitrais na nave e no transepto são incríveis.

Vitral: grande janela do Oeste

Vitral: a grande janela do Oeste, também conhecida como “O coração de Yorkshire” por causa do formato da cantaria ~ você consegue ver o coração? <3

vitral 01

sol no vitral

Janela das rosas, no transepto sul. O vitral mostra as rosas vermelhas de Lancaster e Tudor e marca a união das casas de Lancaster e York no reinado de Henrique VII.

Janela das rosas, no transepto sul. O vitral mostra as rosas vermelhas de Lancaster e Tudor e marca a união das casas de Lancaster e York no reinado de Henrique VII.

O coro é separado da nave pelo coro alto com escultura dos reis da Inglaterra desde Guilherme, o Conquistador até Henrique VI. A intenção era ter 14 reis, até Henrique V, mas o seu reino foi tão curto que acabou antes de completarem a igreja – então acharam de bom tom incluir o atual rei também.

Estátuas coro

Da esquerda para a direita: Henrique III, Eduardo I, Eduardo II, Eduardo III, Ricardo II, Henrique IV, Henrique V, Henrique VI

Órgão, acima do coro alto.

Órgão, acima do coro alto.

Coro 01

Dentro do coro.

Detalhe no chão do coro.

Detalhe no chão do coro.

Embaixo do coro fica a cripta, que é incrível, cheio de esculturas e resquícios das edificações que ocuparam o lugar antes da catedral.

Uma coluna do templo normando.

Uma coluna do templo normando.

Por último, nós visitamos a galeria subterrânea (undercroft), que foi criada entre 1967 e 1972, durante um trabalho de restauração da estrutura da igreja. Lá é contada a história da catedral, desde os romanos, passando pela cidade viking, até hoje. Infelizmente não é permitido fotografar esse espaço, mas nas palavras da minha filha, o lugar é maravilhoso. O único clique que rolou foi da área de “fantasias” – uma coisa bem legal que é comum nos museus por aqui, uma área com roupas típicas da época/região do museu em que as crianças (e adultos mais animados, rs) podem se vestir e brincar.

atividades para crianças

Atividades para criança: pequenos exploradores e fantasias. Vai ser pedreira essa menina.

Aliás, as atividades para crianças são fantásticas. No guichê de entrada, você pode pegar emprestada uma mochila com um kit para as crianças explorarem a igreja. Tem binóculo para ver o que está longe, lupa para ver o que está perto, jogos para achar objetos, estátuas, figuras. Muito, muito bacana.

O único lugar que não visitamos foi a torre, porque crianças menores de 8 anos não podem entrar.

O ingresso para adultos custa £10 e crianças menores de 16 anos (acompanhadas) não pagam. O ingresso é válido por 12 meses. Algumas pessoas se assustam de a igreja cobrar, mas para quem tem interesse em arquitetura religiosa vale muito o ingresso, as exposições são muito boas e a igreja em si é magnífica. Visitas guiadas também estão inclusas, mas só estão disponíveis de segunda a sábado (nós fomos num domingo). Quem quiser entrar de graça, pode assistir a uma das missas – que não é missa, né, é eucaristia, eu acho -, mas é proibido fotografar durante a celebração.

Adorei a visita, foi ótima para me lembrar o quanto eu gosto de arquitetura religiosa – ainda vou fazer um tour de igrejas!