Amsterdam – Álbum de viagem

banner amsterdam album de viagem

A viagem para Amsterdam foi bem menos intensa que a para Bruxelas. Aproveitamos para descansar, ver minha irmã e relaxar. No primeiro dia, fomos ao mercado de flores e jantamos em um restaurante super legal – apesar de eu não ter certeza se recomendaria a comida, o lugar é legal. No segundo dia, fomos passear de barco e no Rijkmuseum. Tudo maravilhoso, mas pouco documentado – tirei duas dúzias de fotos, tudo no celular ou na minha câmera portátil. Abandonei minha câmera giga no hotel – muito pesada para ficar carregando o dia todo e, sinceramente, atrapalha quando o objetivo não é fotografar.

Divido, então, com vocês minhas fotos clichê, minhas fotos de família e minhas tentativas de ser artística 🙂

01_Lily no trem 02_Amsterdam clichê 03_Amsterdam clichê 04_Lily no hotel 05_I amsterdam 06_Amsterdam selfie 07_Mapa passeio de barco amsterdam 08_Passeio de Barco Amsterdam 09_Passeio de barco Amsterdam 10_Passeio de barco Amsterdam 11_Passeio de barco Amsterdam 12_Passeio de barco Amsterdam 13_Rijksmuseum Amsterdam 14_Rijksmuseum Amsterdam 15_Rijksmuseum Amsterdam 16_Rijksmuseum Amsterdam 17_Van Gogh Selfie no Rijksmuseum Amsterdam 18_Rijksmuseum Amsterdam 19_Rijksmuseum Amsterdam 20_Estação de trem Amsterdam Central

Férias!

Férias em Bruxelas e Amsterdam

Oi gente! Não sei se eu já comentei aqui, mas a cada 6 semanas mais ou menos as escolas britânicas tem uma ou duas semanas de férias – geralmente uma semana no fim de outubro, duas semanas no Natal, uma semana em fevereiro, duas semanas na Páscoa, uma semana no fim de maio e aí as seis semanas do verão. Hoje começa a semana de férias do outono e, ao contrário do que normalmente acontece, estou levando minha menina pra passear. Geralmente fazemos atividades aqui por perto, parques, ou os workshops do RIBA – que ela adora -, mas como minha irmã tá fazendo uma viagem pela Europa com as amigas, nós vamos encontrá-la. Estamos indo para Bruxelas e Amsterdam, voltamos na quinta-feira a noite.

Então, o blog ficará um pouco paradinho essa semana – voltamos com tudo na sexta-feira!

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Tenham uma ótima semana!

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Diário de uma arquiteta desempregada: a universidade subiu no telhado

diário de uma arquiteta desempregada a universidade subiu no telhado

Pois então, não vai ter Cardiff. Não por enquanto, pelo menos. Ontem recebi a mensagem bombástica da universidade de Reading de que eu realmente teria que fazer o curso de acesso, e que os colleges locais – que são instituições que oferecem cursos profissionalizantes e de acesso à formação superior – oferecem o curso. Bom, fui atrás do college mais próximo e o curso começou em setembro. Agora só ano que vem. Quer dizer…

Porque nada nunca é simples. Nunca. A missão agora é me concentrar em conseguir um emprego. Ou torcer pra ganhar na loteria. As probabilidades parecem ser as mesmas.

Universidade de Reading – Arquitetura

Universidade de Reading

Bom dia, gente! Como eu havia dito, no sábado eu estive na Universidade de Reading para descobrir tudo sobre o curso de arquitetura que eles oferecem.

A Universidade de Reading fica na cidade de Reading*, em Berkshire e foi fundada em 1892. Originalmente uma escola extensão da Universidade de Oxford, com o nome University College, Reading, recebeu o título de universidade em 1926 – a única instituição do Reino Unido a receber o título entre as duas grandes guerras. Todas a literatura sobre a universidade dá muito destaque para o fato de a universidade estar no top 1% do mundo: a posição da universidade no QS World University Rankings é 156º, o que não é ruim, mas soa bem menos impressionante, rs.

Eu nunca tinha ido a um evento como esse antes e não sabia muito bem o que esperar. Bom, para evitar a surpresa desagradável que aconteceu na minha primeira tentativa de Open Day, fui de trem. Quando cheguei na estação, estava cheio de estudantes super animados com plaquinhas indicando o caminho para o ponto de ônibus. Chegando no campus, fui seguindo a multidão de pessoas de 17 anos com seus pais até o local do checkin. Tudo muito organizado, depois de escanear a inscrição você recebe uma bolsinha e passa para dentro da tenda, onde estavam estandes de todos os cursos, orientação financeira, moradia, esportes, a rádio da universidade e outras coisas que, no momento, não são do meu interesse. Peguei o folheto da arquitetura e saí correndo o mais rápido que eu consegui – não sem antes me sentir uma velha de 150 anos.

Dentro da bolsa, tinha um mapa dos dois campus da universidade, um folheto sobre a biblioteca e alguns cartões postais. Me localizei e achei o prédio onde seriam as palestras sobre o curso e resolvi dar uma volta. Entrei na biblioteca e gostei bastante: acesso 24 horas, bastante espaço de estudo em grupo e individual. Não vi o acervo, mas acho que ainda não existe, pelo modo como a bibliotecária (acho!) falou – que os livros ficariam no segundo ou terceiro andar.

Fui, em seguida, para o prédio onde ficam os cursos relacionados à construção civil. Cheguei super cedo, a palestra era às 11 e eu cheguei às 9.45 – pensei que, assim que eu descobrisse onde eu tinha que ir, eu poderia arrumar um canto e terminar de ler o meu livro. Só que acabei entrando numa sala cheia de gente pra ver o que estava acontecendo e comecei a conversar com um pessoal, fui apresentada à professora Flora Samuel – descobri que a mulher tem até página na Wikipedia, na hora não sabia que ela era importante, rs -, conversamos bastante sobre o ensino de arquitetura, Reading e outras escolas, achei ela fantástica, antes mesmo de descobrir quem ela era. Ela recomendou que eu assistisse a palestra sobre os outros cursos (Quantity Surveying, Building Surveying e Construction Managing – não saberia com traduzir exatamente os dois primeiros, mas posso tentar explicar pra quem tiver curiosidade), para ter uma ideia de como é a escola onde está o curso de arquitetura. Obviamente, a função desses dias de visita é vender a escola da melhor forma possível, mas me pareceu ser uma escola bem focada no aluno e com uma empregabilidade excelente no final.

A palestra sobre o curso de arquitetura foi tipo comprar imóvel na planta: estão tentando de vender algo que ainda não existe. O curso começa em Setembro do ano que vem e eles estão tentando te (me?) convencer que essa é uma grande vantagem. O curso vai funcionar no outro campus – London Road -, que é o campus onde a universidade começou, num prédio bem bonito que está sendo reformado (não pude ver por dentro, só vimos as fotos na apresentação). A ideia é que cada aluno tenha o seu próprio espaço de trabalho no estúdio, que também terá acesso 24 horas (eu falei pra Flora que estou muito velha pra trabalhar de madruga, ela disse que ninguém deveria, rs). A diretora do curso, Lorraine Farrelly, me pareceu bem engajada em fazer o curso acontecer, por assim dizer.

Universidade de Reading Arquitetura

Para terminar, fui conhecer o campus onde está o novo prédio – tudo muito bonito e tranquilo, talvez porque seja sábado. O trânsito em volta parece muito ruim, na verdade, mas dentro do campus, a maior calma.

Então, em resumo (pra vocês e pra mim também, na hora de fazer minhas escolhas):

O que eu gostei: o fato de ser um curso novo – o curso de arquitetura da UFU também estava começando quando eu entrei, a vibe é completamente diferente de quando o negócio já está andando, é mais um sentimento de comunidade, de “estamos construindo algo juntos”; acesso 24 horas, apesar de eu não ter intenção de usar; o entusiasmo da galera; o foco no mercado de trabalho.

O que eu não gostei: a biblioteca ficar no outro campus. Acho que só isso. Se eu lembrar de mais alguma coisa, edito depois.

Dicas para quem quer se inscrever: conversei com a tutora de admissões e com a diretora do curso, e essas foram as coisas interessantes que elas me disseram:

  • Para quem já saiu da escola há 10 anos ou mais, talvez a universidade exija um curso chamado “Access to Higher Education”. Ela não acha que alguém que tenha cursado arquitetura precise fazer, mas ela ia checar com a universidade e me dar um retorno.
  • Referência: pode ser acadêmica ou profissional. O que eles querem saber é se o aluno tem aptidão para o curso, não precisa de nenhum relatório detalhado da performance ou coisa assim.
  • Portifólio: não tem formato específico, já que é apresentado pessoalmente. Eles querem saber se você tem noção espacial. Desenhos a mão livre, croquis, CAD, fotografias, maquetes, trabalhos de arte – vale tudo.

Se alguém quiser perguntar alguma coisa, ou quiser que eu entre em contato com a universidade com algum questionamento, é só me mandar uma mensagem.

No sábado, estou na estrada novamente para visitar Cardiff. Me desejem sorte! 🙂

*pronuncia-se “réding”, não como o verbo!