Inspiração: quarto de brincar

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Bom dia, gente! O terceiro post em homenagem ao dia das crianças (post 1. post 2) é dedicado aos quartos de brincar. Também chamados de quartos de brinquedo, são um espaço para a criança extravasar toda a sua criatividade e energia. É uma solução bastante utilizada por aqui para driblar o tempo ruim em boa parte do ano – e também para os pais que querem conter a bagunça num lugar só.  Veja abaixo algumas sugestões de como decorar e alguns esquemas de cores bacanas para copiar!

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Obviamente, nem todo mundo tem o privilégio de ter todo um cômodo dedicado à brincadeira – eu não tenho! -, mas as soluções e as paletas podem ser aplicadas em qualquer cantinho que possa ser aproveitado para essa finalidade. Na minha casa, é um pedaço da sala (que se recusou a ser fotografado porque não está muito fotogênico hoje, rs), mas pode ser no quarto das crianças, no jardim (em uma varanda ou uma casinha feita especialmente para essa finalidade), na garagem… A sua imaginação é o limite!

E assim encerro a série de posts dedicados ao dia da criança. Espero que tenham gostado, e não se esqueçam: mamães e papais, presente é legal mas nada substitui amor 💝 Muito amor pros pequenos de vocês. 😘

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Quarto Montessori: o que é e como fazer

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Bom dia, gente! Hoje, no segundo post da série em homenagem ao dia das crianças (post 1), vamos falar sobre o quarto montessoriano. Já ouviu falar? É um quarto baseado na filosofia criada por Maria Montessori, médica e educadora italiana, no início do século XX. Segundo essa filosofia, o ambiente Montessori é um lugar feliz, direcionado ao desenvolvimento natural da criança, dando à criança a oportunidade de alcançar o seu potencial. E como aplicar isso em casa? Para Maria Montessori, as crianças são seus melhores professores, então a dica mais importante é olhar para a casa como se você fosse uma criança e criar incentivos para que ela possa fazer as coisas sozinha. Parece interessante? Então veja abaixo 5 dicas para montar um quarto que siga os princípios montessorianos.

1. Tudo ao alcance

A primeira dica é incentivar a independência: tudo deve estar ao alcance da criança. Brinquedos, roupas, livros. Prateleiras baixas e araras infantis são seus amigos.

2. Simplicidade

Bagunça e excesso de informação visual oferecem um excesso de estímulo que atrapalha o aprendizado da criança. Ambientes organizados e simples, ao contrário, favorecem a calma. Isso não significa necessariamente ter menos coisas, apenas que nem tudo deve estar disponível o tempo todo. Faça rodízio de brinquedos, livros e materiais de artes.

3. Liberdade de movimento

Esqueça o berço! Um dos princípios montessorianos é a possibilidade de explorar o seu espaço livremente. Isso inclui móveis que possam ser utilizados à vontade, e também que tudo tem que ser a prova de criança – fixar estantes e cômodas nas paredes, por exemplo.

4. Beleza e interesse

Se você procurar pela internet, vai perceber que grande parte dos quartos montessori tem murais ou quadros na parede, no nível da criança. A razão é que Montessori acreditava que o ambiente deveria estimular o interesse da criança e apresentar beleza. Os murais e obras de arte são uma forma de atingir esse objetivo.

5. Zoneamento do espaço

Uma das características mais marcantes dos quartos montessori é o zoneamento do espaço: lugar de dormir, lugar de brincar, lugar de se vestir, lugar de ler. Todos os ambientes devem ser adequados à criança e suas habilidades.

Outra coisa que sempre se observa em quartos montessorianos são os espelhos. Para bebês, eles servem como objeto de autoconhecimento, ajuda na coordenação motora – a criança observa os próprios movimentos. Para crianças maiores, ajuda na hora dos cuidados pessoais, como se vestir. Vale a pena investir em um espelho de acrílico e se certificar que ele está bem preso na parede.

E, é claro, não poderia deixar de terminar o post com quartos lindos para inspirar quem quer levar esse estilo para casa – lembrando sempre que não é apenas uma opção de design e sim uma filosofia para a vida 😉

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Inspiração: 10 quartos de bebê moderninhos

As fotos de criança no perfil do Facebook já deram a largada para a semana da criança *rs*, então aqui no blog vamos falar sobre design para crianças de hoje até sexta-feira!

O primeiro post da série é dedicado aos quartos de bebês. Eu adoro quartos de bebê, adoro fazer quartos de bebê e tenho acompanhado a evolução há algum tempo. Durante muito tempo um templo da divisão rosa/azul e dos frufrus, nos últimos anos vimos o surgimento de uma tendência mais clean, usando cores mais sóbrias e peças de design (cadeiras Eames e berços Stokke everywhere!).

Tipo isso.

Tipo isso.

Olha só, nada contra. É lindo, na verdade. Mas não é algo que me diga “quarto de criança” – e eu sei que, muito provavelmente, era exatamente isso que os pais queriam. Na minha opinião, é totalmente possível ter estilo e ser infantil ao mesmo tempo. Por isso trouxe hoje uma seleção de quartos divertidos sem deixar o design de lado.

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E vocês, esse tipo de décor faz o seu estilo?

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Inspiração: casas vitorianas

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Boa dia, gente! Sexta-feira chegou e com ela, a minha tradição semanal: post de inspiração! Estava um pouco em dúvida sobre fazer esse post porque eu não sou muito chegada em copiar períodos históricos em construções contemporâneas, mas acabei chegando à conclusão que inspiração não é cópia – tudo bem pegar elementos de tempos passados, re-significar, reinventar, se o contexto permitir, por que não?

E por que casas vitorianas? Bom, eu disse há muito tempo que gostaria de me mudar. E eu tenho um hábito estranho: todos os dias eu olho as casas à venda na região para onde eu quero me mudar. Não me julguem. Nessa busca, me apaixonei por casas vitorianas. Mas o que são casas vitorianas, Carolina? Então, eu ainda vou fazer um post pra explicar e mostrar um pouco da arquitetura britânica pra vocês (segunda vez que prometo, juro que logo sai!), mas tradicionalmente eles dividem os períodos de acordo com quem reinava na época. As casas vitorianas foram, então, as construídas no reinado da Rainha Vitória, entre 1837 a 1901 – apesar de alguns considerarem o período eduardiano dentro do vitoriano porque o reinado de Edward VII foi curto (só até 1910) e as características são praticamente as mesmas.

As casas vitorianas são muito comuns por todo o Reino Unido porque nessa época, com a Revolução Industrial, houve uma explosão da população urbana. São comumente terraced – não sei se há um termo em português para esse tipo de construção: são casas construídas em filas, dividindo paredes – apesar de, ocasionalmente, se encontrar construções geminadas (semi detached) e casas comuns (detached).

Típico terrace - fileira de terraced houses

Típico terrace – fileira de terraced houses

Pois então, após essa breve aula de história introdutória, vamos aos elementos que me fizeram morrer de amores por essas casas.

1. Bay windows

Olha, como tradução, encontrei janelas de sacada. Me parece uma tradução apropriada, mas confesso que esse não é um elemento que eu tenha encontrado antes de me mudar pra Inglaterra, então me perdoem a falta de certeza. Nome a parte, o que me encanta nesse tipo de janela é a luminosidade e a sensação de espaço que ela dá ao ambiente. Sem contar que é um elemento bem marcante na fachada – acho lindo, lindo.

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Não basta a janela, quero a vista também.

Não basta a janela, quero a vista também.

2. Mosaicos

Os pisos em mosaico utilizados no período são lindos! Muito utilizados no exterior e no hall de entrada, mas já vi em outros ambientes do térreo também como salas de jantar e cozinhas. Reproduções são muito comuns, já que – infelizmente – às vezes o estado de conservação não permite a restauração. Os pisos originais eram de terracota, e as cores mais utilizadas eram o vermelho, azul, branco, preto e marrom.

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3. Lareiras

Nesse período, as casas tinham lareiras em todos os cômodos – um dos motivos pelos quais as fileiras de casa dessa época tem uma (ou várias) chaminés de cerâmica. O que me encanta nas lareiras vitorianas é o exterior – geralmente feitos de pedra, mármore ou madeira, às vezes decoradas com azulejos.

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Várias lareiras, uma chaminé - é assim que elas se encontram no sótão da casa.

Várias lareiras, uma chaminé – é assim que elas se encontram no sótão da casa.

4. Vitrais

Muito utilizados em portas e janelas por causa do estilo neogótico da época. Eu acho que contribui muito pro aspecto de chic que essas casas tem – obviamente, é o conjunto dos elementos, mas sem os vitrais, parece que não teriam tanta graça.

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E a última coisa: pé direito alto! Pode parecer bobagem, mas as casas contemporâneas daqui tem uma tendência a ser levemente claustrofóbicas por causa do pé direito baixo. Eu vejo essas casas e fico me imaginando com toda essa luz e espaço, hahaha. Um dia, quem sabe. Um dia. 🙂

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Decorex 2015 – as tendências da decoração

logo decorex 2015

Bom dia, gente! Espero que o fim de semana tenha sido legal 🙂 Hoje vou falar um pouco da Decorex, a feira de interiores que aconteceu na semana passada (20-23 de setembro) no Syon Park. Foi meu primeiro ano no evento e, bom – vou falar a verdade -, eu não curto muito esse tipo de evento, vou porque sou “obrigada”. (Aliás, estou pensando seriamente se eu deveria ir nessas coisas…).

A feira é bem voltada pro mercado do luxo e, apesar de tudo ser tudo muito lindo, definitivamente não é a minha praia – profissional e pessoalmente. Infelizmente, eu tive um pequeno problema tecnológico (chamado burrice) e acabei sem fotos do evento, mas não poderia de deixar de escrever um pouquinho sobre o evento, então trouxe pra vocês as tendências da feira, exploradas no blog da Decorex – clique nas fotos para conhecer alguns dos expositores da feira, que representam cada tendência.

1. O retorno ao detalhe

O decorador Guy Goodfellow identificou como tendência o retorno de interiores complicados, cheios de detalhes e cores – um contraponto às tendências dos últimos anos, minimalista (inclusive escrevi no outono do ano passado sobre a tendência da décor nórdica).

julian chichester decorex 2015

2. Diluição da fronteira entre tecnologia e materiais tradicionais

O diretor criativo da Canburg Andrew Hays notou que várias marcas estão diluindo as barreiras entre o que é tecnológico e o que é tradicional, como forma de criar uma narrativa.

eleanor lakelin decorex 2015

3. A sobrevivência das habilidades tradicionais

Daphne McKinley destacou o fazer tradicional, que esteve ameaçado devido ao avanço tecnológico e à falta de treinamento. Normalmente passadas de geração a geração, a retomada dessas habilidades parece estar renascendo, com vários expositores explorando métodos tradicionais.

a rum fellow decorex 2015

4. Artesanato digital

Lucy Johnson, autora do livro Digital Handmade: Craftsmanship and the New Industrial Revolution, observou a tendência de utilizar a tecnologia para produzir peças únicas – como a utilização da digitalização de ondas sonoras em tecidos, por exemplo.

beatwoven decorex 2015

O que vocês acham dessas tendências? Será que aqui fora, para o consumidor comum – por assim dizer – essas tendências pegam?

Todas as imagens: Decorex 2015