Prêmio RIBA House of the Year ~ Sussex House

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O prêmio House of the Year (Casa do Ano) é oferecido pelo RIBA todo ano para a melhor casa construída no Reino Unido por um arquiteto/escritório de arquitetura. Até o ano passado, o prêmio era chamado Medalha Manser (e eu falei aqui do vencedor de 2014). Esse ano, a lista dos selecionados foi divulgada em junho e agora, desde a semana passada, estão revelando os finalistas no programa de TV Grand Designs. Dois dos finalistas foram revelados no programa da semana passada, mais dois no programa de ontem, e até o dia 25, quando o vencedor será anunciado, vou apresentando os projetos para vocês.

A primeira casa, Sussex House, foi projetada pelo escritório Wilkinson King Architects e fica no condado de Sussex, no sul da Inglaterra. Do site do escritório:

Com vista para o South Downs, esta casa é composta por uma série de camadas, que ecoam a horizontalidade dos campos e colinas.  A entrada é pelo jardim no lado norte.

​O programa era para uma casa contemporânea que se assentaria e aclimataria bem na paisagem e corresponderia materialmente ao terreno arborizado e à localização rural. A casa conta com 4 quartos, um no pavimento térreo, e um escritório com vista para a sala de estar de pé direito duplo. A construção do primeiro pavimento é totalmente em madeira. O telhado é composto por planos triangulares, formando uma superfície ondulada inspirada pelas colinas.

O anexo no jardim de entrada abriga a caldeira de biomassa que abastasse a casa com aquecimento e água quente. A casa foi construída de acordo com altos padrões de performance ambiental.

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E aí, gostaram? Confiram amanhã mais uma finalista!

Imagens: Wilkinson King Architects

Stirling Prize ~ NEO Bankside

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Bom dia, gente! Continuando nossa série sobre os finalistas do Prêmio Stirling (post 1. post 2. post 3.), o quarto projeto: NEO Bankside, um empreendimento residencial na região de Bankside em Londres, projetado pelo escritório Rogers Stirk Harbour + Partners.

O empreendimento compreende 217 unidades residenciais em cinco prédios, que variam de seis a vinte e quatro pavimentos.

No pavimento térreo, unidades comerciais ocupam 1044 m2. Uma portaria principal está localizada no ponto focal do empreendimento, na base do prédio mais alto. Um porão ocupa todo o subsolo, servindo como depósito.

A forma hexagonal e o grid ortogonal da estrutura oferecem flexibilidade no planejamento do layout interno. O programa pedia uma gama de apartamentos, de quitinetes e unidades de um dormitório até  apartamento de quatro quartos, cada um de um tamanho diferente. As coberturas são unidades duplex, com estruturas de pavilhão, que tira partido dos planos do telhado com salas de estar de pé direito duplo. Nas faces norte e sul, estão jardins de inverno que reforçam a relação com as ruas do entorno.

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A indicação do projeto causou alguma controvérsia – em meio a uma crise na habitação no Reino Unido, o Neo Bankside é acusado de representar tudo que há de errado com o panorama da construção civil em Londres no momento: apartamentos incrivelmente inacessíveis para a maior parte da população (as coberturas à venda no momento custam a partir de £6 milhões, enquanto apartamentos de um quarto e cerca 55m2 estão no mercado na região de £800 mil) e desrespeito às regras de planejamento. A discussão é: seria o papel estético da arquitetura mais importante que o papel social? Jogo a pergunta pra vocês! 😉

Imagens: Architects’ Journal, RSH+P

Stirling Prize ~ Darbishire Place, Peabody Housing

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Bom dia, gente! Vamos hoje ao primeiro de dois posts de hoje e segundo da série (post 1sobre os finalistas do Prêmio Stirling: o projeto residencial Darbishire Place, desenvolvido pelo escritório Niall McLaughlin Architects para a associação Peabody, que é uma das “housing associations” mais antigas de Londres (abro um parêntese aqui para explicar o que são essas associações: são organizações não governamentais, sem fins lucrativos que constroem e alugam residências para a população de baixa renda).

O prédio, localizado em Whitechapel, no leste de Londres, completa um conjunto de seis edifícios em volta de um jardim central – o prédio original foi destruído na Segunda Guerra Mundial. O desenho do bloco residencial foi inspirado nos prédios originais da Peabody, projetados por Henry Darbishire nos anos 1860. Aberturas brancas e profundas em volta de janelas e sacadas contrastam com a fachada de tijolos e disponibiliza espaço suficiente para plantas nos parapeitos. As sacadas foram projetadas para a parte interna do edifício, para que a fachada plana seguisse o modelo dos blocos já existentes, e têm abertura em dois lados para aproveitar ao máximo a iluminação natural.

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O prédio conta com 13 unidades – 3 de um quarto, 7 de dois quartos, 2 de 3 quartos e 1 de 4 quartos -, todas destinadas à habitação social.

Imagens: Niall McLaughlin Architects, Architects’ Journal