Prêmio RIBA House of the Year ~ Kew House

Kew House Piercy and Company banner

Bom dia, gente! Hoje continuamos com a série das casas indicadas para o prêmio RIBA House of the Year (post 1. post 2.)

A casa de hoje é a Kew House, que fica em Londres e foi projetada pelo escritório Piercy & Company. Do site do escritório:

Localizada na área de conservação de Kew, esta residência unifamiliar de quatro quartos é formada por dois volumes pré-fabricados de aço patinável inserida atrás da parede um estábulo do século XIX.

O layout é informal; rico com espaços incidentais e fontes de luz inesperadas. O delicado corredor de vidro revela o contraste entre a rusticidade do exterior rústico e o refinamento do interior. Dividido em duas alas, a planta simples aproveita da melhor forma as restrições do local e responde ao estilo de vida da jovem família.

Kew House foi um projeto experimental, conduzido pelo interesse compartilhado por arquiteto e cliente em uma abordagem de construção em kits, pré-fabricação e pelas possibilidades que surgem com a fabricação digital.

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Kew House Piercy and Company 08Kew House Piercy and Company 09Kew House Piercy and Company 10Kew House Piercy and Company Pavimento Subsolo Kew House Piercy and Company Pavimento Térreo Kew House Piercy and Company Primeiro PavimentoKew House Piercy and Company Corte AA Kew House Piercy and Company Fachada

Exatamente o meu tipo de casa – vidro pra todo lado! Por enquanto, minha aposta para o vencedor. 😉 Semana que vem eu volto com as outras duas finalistas. (Mas amanhã tem post novo, não percam!)

Imagens: Fotos. Plantas.

Prêmio RIBA House of the Year ~ Flint House

Flint House Skene Catling de La Peña banner

Bom dia, gente! Olha, estou lutando bravamente contra uma crise de falta de inspiração – sim, precisa de inspiração mesmo quando já tem assunto, rs! Continuando a série que iniciei na semana passada, hoje tem o segundo finalista do prêmio House of the Year, promovido pelo Instituto Real de Arquitetos Britânicos (RIBA).

A Flint House é um projeto do escritório Skene Catling de la Peña e fica no condado de Buckinghamshire, na Inglaterra. O terreno se localiza em uma falha geológica de calcário que vai desde o condado de Norfolk até os Penhascos Brancos de Dover. E os arquitetos se inspiraram nessa geologia: dois triângulos surgindo da paisagem plana, cuja base é revestida em pedaços de pedra calcária e lentamente vai se modificando, até se transformar em cal no topo, onde se ‘dissolve’ no ar.

A cobertura em degraus forma camadas de terraços, cortado em partes para formar pequenas varandas e nichos escondidos, que conectam partes distintas da casa. Internamente, os espaços emolduram a paisagem e proporcionam uma sequência rica de espaços.”Os prédios são tanto um mirante quanto lente condensadora para o entorno”, dizem os arquitetos.

Flint House Skene Catling de La Peña 01 Flint House Skene Catling de La Peña 02 Flint House Skene Catling de La Peña 03 Flint House Skene Catling de La Peña 04 Flint House Skene Catling de La Peña 05 Flint House Skene Catling de La Peña 06Flint House Skene Catling de La Peña plantas baixas

Flint House Skene Catling de La Peña cortesFlint House Skene Catling de La Peña plantas baixas anexoFlint House Skene Catling de La Peña cortes anexo

As fotos são belíssimas – adoraria conhecer o projeto pessoalmente! E vocês, gostaram? Fiquem ligados que amanhã tem mais um finalista!

Imagens: 01. 02. 03. 04. 05. 06. Plantas e Cortes.

Prêmio RIBA House of the Year ~ Sussex House

Sussex House Wilkinson King Architects banner

O prêmio House of the Year (Casa do Ano) é oferecido pelo RIBA todo ano para a melhor casa construída no Reino Unido por um arquiteto/escritório de arquitetura. Até o ano passado, o prêmio era chamado Medalha Manser (e eu falei aqui do vencedor de 2014). Esse ano, a lista dos selecionados foi divulgada em junho e agora, desde a semana passada, estão revelando os finalistas no programa de TV Grand Designs. Dois dos finalistas foram revelados no programa da semana passada, mais dois no programa de ontem, e até o dia 25, quando o vencedor será anunciado, vou apresentando os projetos para vocês.

A primeira casa, Sussex House, foi projetada pelo escritório Wilkinson King Architects e fica no condado de Sussex, no sul da Inglaterra. Do site do escritório:

Com vista para o South Downs, esta casa é composta por uma série de camadas, que ecoam a horizontalidade dos campos e colinas.  A entrada é pelo jardim no lado norte.

​O programa era para uma casa contemporânea que se assentaria e aclimataria bem na paisagem e corresponderia materialmente ao terreno arborizado e à localização rural. A casa conta com 4 quartos, um no pavimento térreo, e um escritório com vista para a sala de estar de pé direito duplo. A construção do primeiro pavimento é totalmente em madeira. O telhado é composto por planos triangulares, formando uma superfície ondulada inspirada pelas colinas.

O anexo no jardim de entrada abriga a caldeira de biomassa que abastasse a casa com aquecimento e água quente. A casa foi construída de acordo com altos padrões de performance ambiental.

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Sussex House Wilkinson King Architects Planta Pavimento Térreo Sussex House Wilkinson King Architects Planta telhado Sussex House Wilkinson King Architects Site Plan

Sussex House Wilkinson King Architects Corte AA Sussex House Wilkinson King Architects Detalhe Sussex House Wilkinson King Architects Vista 3D

E aí, gostaram? Confiram amanhã mais uma finalista!

Imagens: Wilkinson King Architects

Stirling Prize ~ NEO Bankside

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Bom dia, gente! Continuando nossa série sobre os finalistas do Prêmio Stirling (post 1. post 2. post 3.), o quarto projeto: NEO Bankside, um empreendimento residencial na região de Bankside em Londres, projetado pelo escritório Rogers Stirk Harbour + Partners.

O empreendimento compreende 217 unidades residenciais em cinco prédios, que variam de seis a vinte e quatro pavimentos.

No pavimento térreo, unidades comerciais ocupam 1044 m2. Uma portaria principal está localizada no ponto focal do empreendimento, na base do prédio mais alto. Um porão ocupa todo o subsolo, servindo como depósito.

A forma hexagonal e o grid ortogonal da estrutura oferecem flexibilidade no planejamento do layout interno. O programa pedia uma gama de apartamentos, de quitinetes e unidades de um dormitório até  apartamento de quatro quartos, cada um de um tamanho diferente. As coberturas são unidades duplex, com estruturas de pavilhão, que tira partido dos planos do telhado com salas de estar de pé direito duplo. Nas faces norte e sul, estão jardins de inverno que reforçam a relação com as ruas do entorno.

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A indicação do projeto causou alguma controvérsia – em meio a uma crise na habitação no Reino Unido, o Neo Bankside é acusado de representar tudo que há de errado com o panorama da construção civil em Londres no momento: apartamentos incrivelmente inacessíveis para a maior parte da população (as coberturas à venda no momento custam a partir de £6 milhões, enquanto apartamentos de um quarto e cerca 55m2 estão no mercado na região de £800 mil) e desrespeito às regras de planejamento. A discussão é: seria o papel estético da arquitetura mais importante que o papel social? Jogo a pergunta pra vocês! 😉

Imagens: Architects’ Journal, RSH+P

Stirling Prize ~ Darbishire Place, Peabody Housing

Banner_Darbishire-Place-Niall-McLaughlin

Bom dia, gente! Vamos hoje ao primeiro de dois posts de hoje e segundo da série (post 1sobre os finalistas do Prêmio Stirling: o projeto residencial Darbishire Place, desenvolvido pelo escritório Niall McLaughlin Architects para a associação Peabody, que é uma das “housing associations” mais antigas de Londres (abro um parêntese aqui para explicar o que são essas associações: são organizações não governamentais, sem fins lucrativos que constroem e alugam residências para a população de baixa renda).

O prédio, localizado em Whitechapel, no leste de Londres, completa um conjunto de seis edifícios em volta de um jardim central – o prédio original foi destruído na Segunda Guerra Mundial. O desenho do bloco residencial foi inspirado nos prédios originais da Peabody, projetados por Henry Darbishire nos anos 1860. Aberturas brancas e profundas em volta de janelas e sacadas contrastam com a fachada de tijolos e disponibiliza espaço suficiente para plantas nos parapeitos. As sacadas foram projetadas para a parte interna do edifício, para que a fachada plana seguisse o modelo dos blocos já existentes, e têm abertura em dois lados para aproveitar ao máximo a iluminação natural.

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O prédio conta com 13 unidades – 3 de um quarto, 7 de dois quartos, 2 de 3 quartos e 1 de 4 quartos -, todas destinadas à habitação social.

Imagens: Niall McLaughlin Architects, Architects’ Journal