Diário de uma arquiteta desempregada: partindo pro ataque

diário de uma arquiteta desempregada partindo pro ataque

Boa tarde, gente! O post de hoje deveria ter sido sobre uma feira de empregos que aconteceu ontem em Londres chamada Careers in Construction. “E por que não é, Carolina?” Bom, antes de que você comece a me chamar de preguiçosa, me explico: na véspera da feira, eu recebi uma mensagem de texto confirmando o evento, com um link para as dúvidas. Cliquei no link para ver o que ia ter de palestras e descobri que 99% do evento era direcionado para engenharia civil. Aquilo deu uma desanimada e eu resolvi decidir no dia seguinte. Quando foi ontem, estava dando um arrumada aqui no blog e acabei dando uma lida no primeiro post dessa série do diário – lá eu dizia que eu queria evitar arrumar um emprego em Londres. Pois agora, quase um ano depois e ainda sem emprego, cheguei à conclusão que não dá para evitar Londres se o objetivo é ter um emprego. Resolvi que, pelo menos por agora, vou atrás de trabalho.

Primeiro porque, por mais que seja uma posição controversa, minha família tem que vir em primeiro lugar. Infelizmente não é conveniente para a minha família ter os dois pais trabalhando em duas cidades distantes de onde a gente mora. Porque se acontecesse qualquer coisa que nos impedisse de voltar pra casa na hora certa, não tem vó, não tem tia, não tem ninguém para nos socorrer. Não é mimimi, é a nossa realidade, e nós temos que lidar com ela da melhor forma que pudermos, sem prejudicar a criança no processo. É fácil? Não é. Mas eu não tenho tempo pra sentir pena de mim mesma.

Segundo porque quero mesmo me mudar. E vou continuar procurando por emprego por lá, mas não quero mais nada por aqui, porque infelizmente pega mal no currículo ficar menos de um ano em um emprego (apesar de eu acreditar que eles devem abrir exceção se o motivo for mudança)  Continuarei olhando as vagas nas cidades mais próximas, se aparecer algo incrível eu me jogo.

Então parto pro ataque. Vou reformar meus websites. Vou fazer minhas propagandas. Vou abrir um escritório assim que puder. Aos poucos os planos vão tomando forma, e aos poucos vou contando por aqui. 🙂

(E sim, esse é meu telefone. Liga pra mim! Me manda um WhatsApp!)

Prêmio RIBA House of the Year ~ Sussex House

Sussex House Wilkinson King Architects banner

O prêmio House of the Year (Casa do Ano) é oferecido pelo RIBA todo ano para a melhor casa construída no Reino Unido por um arquiteto/escritório de arquitetura. Até o ano passado, o prêmio era chamado Medalha Manser (e eu falei aqui do vencedor de 2014). Esse ano, a lista dos selecionados foi divulgada em junho e agora, desde a semana passada, estão revelando os finalistas no programa de TV Grand Designs. Dois dos finalistas foram revelados no programa da semana passada, mais dois no programa de ontem, e até o dia 25, quando o vencedor será anunciado, vou apresentando os projetos para vocês.

A primeira casa, Sussex House, foi projetada pelo escritório Wilkinson King Architects e fica no condado de Sussex, no sul da Inglaterra. Do site do escritório:

Com vista para o South Downs, esta casa é composta por uma série de camadas, que ecoam a horizontalidade dos campos e colinas.  A entrada é pelo jardim no lado norte.

​O programa era para uma casa contemporânea que se assentaria e aclimataria bem na paisagem e corresponderia materialmente ao terreno arborizado e à localização rural. A casa conta com 4 quartos, um no pavimento térreo, e um escritório com vista para a sala de estar de pé direito duplo. A construção do primeiro pavimento é totalmente em madeira. O telhado é composto por planos triangulares, formando uma superfície ondulada inspirada pelas colinas.

O anexo no jardim de entrada abriga a caldeira de biomassa que abastasse a casa com aquecimento e água quente. A casa foi construída de acordo com altos padrões de performance ambiental.

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E aí, gostaram? Confiram amanhã mais uma finalista!

Imagens: Wilkinson King Architects

Moleskine Voyageur

Moleskine Voyageur capa banner

Ok, prometo que é o último post da viagem, mas estou tão apaixonada que não poderia deixar de falar sobre esse pequeno caderno que achei quando entramos em uma papelaria em Amsterdam para procurar silver tape. Enquanto as meninas procuravam a fita, eu dava uma olhada no estande dos Moleskine, procurando os caderninhos de cidade que eles tem. Não tinha o do Amsterdam – pra falar a verdade, nem sei se existe o de Amsterdam, mas achei que seria uma boa lembrança da cidade. Mas achei esse e dei a ideia para a minha filha: que tal se nós fizéssemos um diário de viagem? Ela topou e eu comprei.

O Moleskine Voyageur é um caderno de viagens, basicamente. Para planejar viagens, documentar viagens e carregar por aí. Ele é dividido em quatro partes: páginas pautadas, páginas pontilhadas, páginas em branco e páginas destacáveis – essa última são listas: lista de bagagem e lista de afazeres.

Moleskine Voyageur packing list destacável
(Acho que ficou muito pequeno pra ler, mas o título é ‘packing list’ e ao lado, em cima das bolinhas, ‘what I need’, ‘what I have’ e ‘packed’)

Moleskine Voyageur packing to do list destacável

Como já estávamos no meio da viagem, a Lily escreveu um pouco mas combinamos de terminar em casa, com as fotos da viagem, bilhetes de trem e de entrada nos lugares, cartões postais e desenhos.

Moleskine Voyageur capa Moleskine Voyageur por dentro dados pessoaisMoleskine Voyageur por dentro desenho da LilyMoleskine Voyageur por dentro diário da Lily Moleskine Voyageur por dentro passagem eurostar

Uma das coisas que eu achei mais legais do caderno é que você pode entrar no site e baixar o template para colar nas páginas, do tamanho certinho. Coloquei as fotos e mapas nos templates e imprimi em papel fotográfico (recomendo um cortador de papel para quem, como eu, não tem lá muita coordenação com a tesoura).

Moleskine Voyageur colagem Moleskine Voyageur material colagem Moleskine Voyageur página mapa

Ele também vem com uma faixinha na capa, que serve como cartaz – nele está escrito “I am here”, e é pra ser usado para tirar fotos (tem uma da minha filha segurando o cartaz no post de Amsterdam). A hashtag nas redes sociais é #m_Iamhere.

Estamos nos divertindo muito com o nosso diário, e o único ponto negativo, na minha opinião, é a capa de tecido. Os outros Moleskine que eu tenho tem a capa de couro, tenho a impressão que a capa de tecido é mais fácil de sujar e mais difícil de limpar.

O nosso caderno ainda está em progresso, assim que eu terminar, eu volto e mostro como ficou! 🙂

Amsterdam – Álbum de viagem

banner amsterdam album de viagem

A viagem para Amsterdam foi bem menos intensa que a para Bruxelas. Aproveitamos para descansar, ver minha irmã e relaxar. No primeiro dia, fomos ao mercado de flores e jantamos em um restaurante super legal – apesar de eu não ter certeza se recomendaria a comida, o lugar é legal. No segundo dia, fomos passear de barco e no Rijkmuseum. Tudo maravilhoso, mas pouco documentado – tirei duas dúzias de fotos, tudo no celular ou na minha câmera portátil. Abandonei minha câmera giga no hotel – muito pesada para ficar carregando o dia todo e, sinceramente, atrapalha quando o objetivo não é fotografar.

Divido, então, com vocês minhas fotos clichê, minhas fotos de família e minhas tentativas de ser artística 🙂

01_Lily no trem 02_Amsterdam clichê 03_Amsterdam clichê 04_Lily no hotel 05_I amsterdam 06_Amsterdam selfie 07_Mapa passeio de barco amsterdam 08_Passeio de Barco Amsterdam 09_Passeio de barco Amsterdam 10_Passeio de barco Amsterdam 11_Passeio de barco Amsterdam 12_Passeio de barco Amsterdam 13_Rijksmuseum Amsterdam 14_Rijksmuseum Amsterdam 15_Rijksmuseum Amsterdam 16_Rijksmuseum Amsterdam 17_Van Gogh Selfie no Rijksmuseum Amsterdam 18_Rijksmuseum Amsterdam 19_Rijksmuseum Amsterdam 20_Estação de trem Amsterdam Central

Guia de presentes: 10 dicas para os arquitetos da sua vida

banner guia de presentes

Boa segunda, gente! Uma pausa nos posts de viagem para falar de presente (Amsterdam a partir de amanhã!). Semana passada, a plataforma Etsy lançou o seu guia de presentes de Natal e eu já pensei: opa, vamos fazer um para os arquitetos! Afinal, o que não falta por lá é gente talentosa e presentes criativos para todos os gostos. “Ai, Carolina, mas já tá falando de Natal?”. Já, gente – é pra dar tempo de comprar e chegar, né! Ou pelo menos, dar ideias, não é mesmo? Então veja aí a nossa listinha, dividida em 3 categorias:

Lembrancinhas: presentes de até R$20, para aquele colega bacana, ou pro amigo secreto do escritório.

cartão arquitetônico

Cartões arquitetônicos. Essa loja tem cartões super legais, com ilustrações de edifícios e paisagens icônicas do Reino Unido. Do tamanho de um cartão postal (A6), é perfeito para mandar para os amigos ou para emoldurar e colocar na parede (ou vocês não colocam postais na parede? Eu tenho um de Goiânia que eu ganhei de uma amiga, rs).

washi tape

Washi tape? Sim, por favor. Washi tape com motivos arquitetônicos? Me vê duas dúzias. Todo mundo sabe que eu adoro as famosas fitinhas de papel japonesas – já teve até post aqui sobre como usar na decoração – e acho que é uma lembrancinha super legal, sim. Se puder dar duas, então, melhor ainda!

música é arquitetura líquida

Posteres. Eu gosto de pendurar coisas na parede – me julguem. E eu adorei esse poster. O lado positivo – ou negativo, dependendo do ângulo que se olha – é que esse é um download. Não tem frete (rs), você não precisa esperar o carteiro chegar, pode imprimir no papel que quiser, emoldurar (ou não)… As possibilidades são infinitas!

Presentinhos: presentes até R$100, para aquele chefe bacana ou para amiga do peito.

caneca

Caneca. Não poderia faltar uma caneca na seleção. Primeiro, porque eu adoro canecas. Segundo, porque eu adoro café. Terceiro, porque eu sei que vocês todos aí me lendo também adoram canecas e café. Ou vão dizer que não? 😉

abotoaduras

Abotoaduras. Ok, confesso que escolhi essas pensando no meu irmão (que é arquiteto sim, tá!?). Mas olha só que bonitinhas essas abotoaduras! Usaria, se tivesse camisas de abotoadura. E olha essas, de Lego!

lenço

Lenço de bolso. “Ai, Carolina, quem é que usa essas paradas hoje em dia?” Olha, não sei se alguém usa, mas é tão bonito, gente! Olha só – inclusive teria dó de usar, na verdade, de tão lindo que achei. Tem gravata (borboleta também) e echarpe. Se alguém quiser me dar de presente, fiquem à vontade!

Presentão: dinheiro não é problema? Ganhou na loteria? Ou quer dar aquele presente especial para o melhor amigo ou pra esposa? Seus problemas acabaram! Sem limite de preço, mas com muito requinte (cof cof cof).

lapiseira

Lapiseira. De prata. Feita a mão. Na Itália. Quero.

caderno de croquis

Caderno de croquis, um clássico. Todo arquiteto precisa de um, gente. E pra quem quer algo diferente dos moleskines da vida (adoro!), essa é uma sugestão: capa de couro, personalizável. Muito amor.

jogo de tabuleiro

Jogo de tabuleiro de arquitetura. Porque sim.

BÔNUS!

Pra quem realmente tá podendo e quiser agradar a arquiteta que vos fala…

tubo

Tubo de projetos de couro. Não sou muito exigente, mas pode ser na cor honey, por favor. 😉

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