Stirling Prize ~ O vencedor!

Stirling Prize finalistas

Bom dia gente! Depois de uma semana inteira de projetos, finalmente temos um vencedor! Ao contrário dos que apontavam as casas de apostas ou a pesquisa da revista Architects’ Journal, o vencedor é:

Banner_Stirling Prize Burntwood school

Durante a cerimônia de premiação a presidente do RIBA, Jane Duncan, disse que a decisão dos juízes foi unânime. Em seu discurso, Duncan disse:

Burntwood School nos mostra como um excelente projeto pode ser vital para aumentar a satisfação e realização educacional de nossas crianças. Com o Reino Unido enfrentando uma grave falta de lugares nas escolas, é vital que aprendamos lições com Burntwood.

Confesso que esse era o meu projeto preferido, seguido da escola de arquitetura da Universidade de Greenwich. E aí, curtiram ou não? E pra quem não viu durante a semana, cliquem nas imagens para ver todos os projetos!

Banner_Darbishire-Place-Niall-McLaughlinBanner_Stirling Prize Maggies CentreBanner_Stirling Prize Neo BanksideBanner_Stirling Prize University of GreenwichBanner Stirling Prize The Whitworth

Stirling Prize ~ The Whitworth, University of Manchester

Banner Stirling Prize The Whitworth

Boa tarde, gente – segundo post do dia e último da série sobre os finalistas do prêmio Stirling, cujo vencedor será anunciado hoje a noite! O último projeto é a reforma e ampliação da Galeria de Arte Whitworth, na Univeridade de Manchester, projetada pelo escritório MUMA. (Veja aqui: post 1. post 2. post 3. post 4. post 5.)

O programa da competição expressava o desejo do cliente de fazer com que sua coleção fosse acessível a uma gama maior de visitantes, de melhorar o uso dos espaços já existentes da galeria e de estabelecer uma relação com o parque que o cerca. O projeto se baseia este princípio e cria novas conexões visuais com o parque, utilizando transparências, que também servem para quebrar as barreiras (psicológicas) entre a entrada – vitoriana e eduardiana – e os fundos do edifício existente, convidando os visitantes a explorar o ambiente.

01 Stirling Prize The Whitworth 02 Stirling Prize The Whitworth 03 Stirling Prize The Whitworth 05 Stirling Prize The Whitworth 06 Stirling Prize The Whitworth 07 Stirling Prize The Whitworth 08 Stirling Prize The Whitworth 09 Stirling Prize The Whitworth 10 Stirling Prize The WhitworthThe Whitworth Subsolo existente The Whitworth Subsolo reformaThe Whitworth Pavimento térreo existente The Whitworth Pavimento térreo reforma The Whitworth Primeiro Pavimento existente The Whitworth Primeiro Pavimento reformaThe Whitworth Corte AA

E assim chega ao fim a série – e aí, qual o seu preferido? Confira amanhã aqui no blog o vencedor!

Imagens : AJ Buildings Library

Stirling Prize ~ University of Greenwich

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Bom dia, gente! Hoje a noite será anunciado o vencedor do Prêmio Stirling – e aqui no blog estaremos apresentando os dois últimos finalistas (veja os outros quatro aqui: 1. 2. 3. 4.). No primeiro de dois posts, temos o prédio da Universidade de Greenwich na Stockwell Street, em Londres, projetado pelo escritório heneghan peng architects.

O prédio abriga a escola de arquitetura e uma nova biblioteca e está localizado perto do Parque de Greenwich e dentro do Greenwich Marítimo, que é considerado patrimônio mundial da humanidade pela UNESCO. O conceito inicial era para um edifício que completasse o quarteirão – que estava originalmente abandonado. O prédio foi construído para ser parte da rua. Há múltiplas entradas no térreo e grande parte deste pavimento é aberto ao público: uma galeria de arte, uma loja e um café convidam o público a entrar.

O espaço central na escola de arquitetura e design é espaço de trabalho – o estúdio de projetos é como o piso de uma fábrica no centro do prédio, cobrindo quase toda a superfície do sítio. Pés direitos generosos fazem do edifício um local cheio de luz. As salas de aula estão em sua maior parte no subsolo, e compensam a falta de luz natural com materiais suntuosos e detalhamento perfeito.

Os arquitetos criaram um espaço educacional moderno, com potencial de evoluir com o tempo.

01_Stirling Prize University of Greenwich 02_Stirling Prize University of Greenwich 03_Stirling Prize University of Greenwich 04_Stirling Prize University of Greenwich 05_Stirling Prize University of Greenwich 06_Stirling Prize University of Greenwich 07_Stirling Prize University of Greenwich 08_Stirling Prize University of Greenwich 09_Stirling Prize University of Greenwich

Stirling Prize University of Greenwich planta de localizaçãoStirling Prize University of Greenwich planta baixa pavimento térreo Stirling Prize University of Greenwich planta baixa primeiro pavimentoStirling Prize University of Greenwich corte AA Stirling Prize University of Greenwich corte BB Stirling Prize University of Greenwich fachada sudoeste

Imagens: AJ Building Library, RIBA

Stirling Prize ~ NEO Bankside

Banner_Stirling Prize Neo Bankside

Bom dia, gente! Continuando nossa série sobre os finalistas do Prêmio Stirling (post 1. post 2. post 3.), o quarto projeto: NEO Bankside, um empreendimento residencial na região de Bankside em Londres, projetado pelo escritório Rogers Stirk Harbour + Partners.

O empreendimento compreende 217 unidades residenciais em cinco prédios, que variam de seis a vinte e quatro pavimentos.

No pavimento térreo, unidades comerciais ocupam 1044 m2. Uma portaria principal está localizada no ponto focal do empreendimento, na base do prédio mais alto. Um porão ocupa todo o subsolo, servindo como depósito.

A forma hexagonal e o grid ortogonal da estrutura oferecem flexibilidade no planejamento do layout interno. O programa pedia uma gama de apartamentos, de quitinetes e unidades de um dormitório até  apartamento de quatro quartos, cada um de um tamanho diferente. As coberturas são unidades duplex, com estruturas de pavilhão, que tira partido dos planos do telhado com salas de estar de pé direito duplo. Nas faces norte e sul, estão jardins de inverno que reforçam a relação com as ruas do entorno.

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Stirling Prize Neo Bankside Croqui Site Stirling Prize Neo Bankside detalhe RSHP_0601_P_C_FP07_01.dgn

A indicação do projeto causou alguma controvérsia – em meio a uma crise na habitação no Reino Unido, o Neo Bankside é acusado de representar tudo que há de errado com o panorama da construção civil em Londres no momento: apartamentos incrivelmente inacessíveis para a maior parte da população (as coberturas à venda no momento custam a partir de £6 milhões, enquanto apartamentos de um quarto e cerca 55m2 estão no mercado na região de £800 mil) e desrespeito às regras de planejamento. A discussão é: seria o papel estético da arquitetura mais importante que o papel social? Jogo a pergunta pra vocês! 😉

Imagens: Architects’ Journal, RSH+P

Stirling Prize ~ Maggie’s Lanarkshire

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O segundo post do dia e terceiro da série (post 1. post 2.) é sobre o centro Maggie’s em Airdrie, na Escócia, projetado pelo escritório Reiach and Hall Architects.

Os centros Maggie’s são centros de apoio para pessoas com câncer e suas famílias, anexos à hospitais de tratamento do câncer. Foram idealizados por Maggie Keswick Jencks, que acreditava que uma atmosfera acolhedora era tão importante quanto o acesso a informação e suporte prático, emocional e social. Maggie faleceu em 1995 e, em 1996, o primeiro centro foi inaugurado em Edimburgo. Desde então, foram construídos 16 outros centros, todos projetos por arquitetos: a instituição acredita que boa arquitetura é vital para o trabalho que realiza. Na página de cada centro é possível ler informações sobre a arquitetura e os arquitetos que trabalharam no projeto, que incluem Rem Koolhaas, Zaha Hadid e Frank Gehry. Também não é a primeira vez que um centro Maggie’s é indicado ao prêmio: Rogers Stirk Harbour + Partners ganhou o prêmio em 2009 com o centro do Charing Cross Hospital, em Londres.

O projeto do centro do Monklands General Hospital é focado em jardins enclausurados: um prédio em um único pavimento, com um jardim em cada extremidade, cercados por um muro. A porta da frente, de vidro em uma estrutura metálica leve, permite a vista através de prédio, até o jardim dos fundos e o muro que os cerca. Internamente, uma faixa de 3 metros corre junto a uma das paredes, contendo espaços celulares, e uma zona de 5 metros, situada na parede oposta, abriga os escritórios e uma sala multiuso, onde atividades em grupos acontecem. O hall de entrada, a cozinha e a biblioteca foram distruídas entre as duas áreas.

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Maggies Centre Site Plan

Maggies Centre pavimento térreoMaggies Centre Corte AA Maggies Centre Corte BB Maggies Centre Fachada Norte Maggies Centre Fachada Oeste Maggies Centre Fachada Sul

Imagens: AJ Library