A rodada da semana

banner 20-09Todo domingo, vou compartilhar com vocês as coisas mais legais que eu vi durante a semana ~ espero que vocês curtam e se tiverem sugestões, não se esqueçam de compartilhar comigo! Não tem muita explicação além de: é uma lista de links de coisas que eu gostei mas que por um motivo qualquer não pude compartilhar com vocês, então fica como sugestão para vocês visitarem também!

Minha lista dessa semana:

  1. TED talk da planejadora Amanda Burden, compartilhada pela página Arquitetas Invisíveis
  2. Dingbat cobogó, compartilhado pela página Galeria Decoreba
  3. Ajude a viabilizar o Documentário “Arquitetura como prática política”, compartilhado pela página Arquitetas Invisíveis
  4. Nine incredible buildings inspired by nature, achei navegando pelo site da BBC
  5. Concurso Reinvente um clássico, compartilhado pela página ArchDaily Brasil

Espero que o fim de semana tenha sido legal e vejo vocês amanhã 🙂

Diário de uma arquiteta desempregada: da importância de ter alguém pra dizer que está uma merda*

Portfólio Diário de uma arquiteta desempregada

Não sei vocês estão lembrados (não!), mas meu último post da série foi sobre portfólio e currículo, lá em fevereiro. Aí que eu postei por aqui e mandei pro meu irmão ver o que ele achava. Ele disse, com aquela honestidade que só os irmãos tem, que estava bom mas poderia estar melhor. E é verdade.

Uma das coisas que a faculdade de arquitetura ensina, e que talvez a gente só se dê conta depois de muito tempo, é que a crítica não está ali para te fazer mal, mas para te ajudar a melhorar. Quando o professor diz que tá horrível e te manda fazer tudo de novo, ele (geralmente) não está querendo te desmoralizar e sim te fazer pensar em que outras soluções você pode achar para o problema. Soluções melhores? Soluções piores?

A vida é como a faculdade, só que não tem professor. Às vezes nós temos uma ideia (que achamos) brilhante e nos focamos tanto naquilo que acabamos não vendo o que poderia ser feito de forma diferente, de forma melhor. Aí entra a importância de ter alguém pra te dizer que tá tudo uma merda. Um amigo, um colega, um irmão – alguém em quem você confie e cuja opinião não vai te ofender. Alguém que possa ser sincero com você e te apontar tudo que você pode melhorar.

Por causa da crítica do meu irmão, não só melhorei meu portfólio mas melhorei meu currículo também – aprendi softwares que eu não sabia antes -, e por onde meu livrinho passa, só recebo elogios. (Quer dizer, não tenho um emprego ainda, mas isso é assunto pra outro post).

Então fica aqui a dica pra você que está procurando aquele emprego legal e não sabe o que mais pode melhorar: ache uma pessoa para estar do seu lado e dizer, sinceramente, quando tudo está uma droga.

* Desculpem o francês!

Instrumentos de desenho para arquitetos

artigos de desenho para arquitetos banner

Oi gente! Outro dia uma amiga me disse que a sobrinha estava começando a fazer arquitetura na faculdade e me perguntou sobre canetas do tipo markers para desenho. Eu falei pra ela que na minha época *velha*, não se tinha acesso fácil à esse tipo de coisa, ainda mais estudante, uma raça que não tem dinheiro. Indiquei as canetas que a minha sobrinha tinha pedido de Natal – ela faz faculdade de artes – e fiquei pensando no que eu usava na faculdade e uso até hoje. Usei materiais bem diversificados em Apresentação de Projeto, como tinta acrílica, giz pastel, mas a verdade é que, hoje em dia, para o trabalho final, aquele que chega ao cliente, o que se usa mesmo é o computador. Mesmo quando eu era estudante já era assim, só os estágios iniciais do projeto eram trabalhados a mão livre, e conheci muita gente que nunca desenhava, já projetava direto no computador (não sei se eles ainda trabalham assim).

Então, o que eu uso hoje em dia?

1. Cadernos de croqui

artigos de desenho para arquitetos cadernos de croqui sketchbooks

Dizem que o arquiteto se comunica através de desenhos. Se é uma verdade universal, eu não sei, mas eu me expresso bem melhor se eu puder desenhar junto. Se eu vejo que a pessoa não tá me entendendo, já saco uma caneta e qualquer papel disponível – normalmente um guardanapo – e já sai um esquema, um croqui, um fluxograma. Comprei meu primeiro caderno de croquis há um tempo e uso principalmente para fazer desenhos de observação. O segundo (o cor de rosa) eu carrego na bolsa e faço desenhos, anotações e tudo mais que eu precisar. Outro dia li um artigo bem legal a respeito no ArchDaily, vale a pena dar uma lida!

2. Lapiseira

artigos de desenho para arquitetos lapiseira koh-i-noor

Olha, uso lápis também, mas confesso que prefiro lapiseiras. Não precisa de apontador! Tenho um jogo clássico da Pentel, aquele que vai da 0.3 (marrom) até a 0.9 (amarela), e carrego essa aí, da Koh-I-Noor (5.6), sempre comigo.

3. Canetas

artigos de desenho para arquitetos canetas staedtler e micron

Prefiro grafite pra desenhar, mas uso as canetas para dar um toque final. Tenho as Staedtler da 0.05 até a 0.5 e também uma Micron 0.3. Não tenho preferidas.

4. Canetinhas

artigos de desenho para arquitetos canetas stabilo e staedtler

Uso minhas canetinhas em projetos paisagísticos e em croquis esquemáticos. As de ponta fina são Stabilo e as de ponta grossa são Staedtler. (Note que algumas canetas estão com as tampas trocadas: é que a minha filha divide material comigo, rs.)

Também tenho um jogo de lápis de cor, mas não uso muito, a não ser nos livros de colorir *cof cof cof*.

Não estou dizendo de forma alguma que vocês não devem comprar as canetinhas chiques, mas minha recomendação é chegar na faculdade primeiro, conversar com colegas – principalmente os de períodos acima do seu -, conversar com professores e arquitetos e decidir o que comprar baseado no seu estilo de desenhar e projetar.

E vocês, quais são os materiais de desenhos indispensáveis para vocês? (Computador não vale!)

Um espaço para a paz

espaço zen meditação oração outdoor topo

Desde que eu parei tudo aqui no blog pra me concentrar comigo mesma, eu encontrei ajuda de várias formas: a yoga e a meditação foram duas deles, formas incríveis de estar em paz. Desde então, penso que, na minha próxima casa, quero um espaço zen – um lugar para a paz interior. Olha, sei que pra muita gente meditação, yoga é tudo uma viagem sem fim. Foi por isso que eu chamei o post de um espaço para a paz. Não precisar ser necessariamente para meditar. Pode ser um lugar para fazer uma oração. Ou para ler um livro. Ou só não fazer nada por alguns minutos.

Não precisa de muito espaço para criar o ambiente perfeito. Aqui vão algumas dicas para quiser ter um:

  1. Assim que escolher o local, tire tudo de lá. Sim, tudo. O ideal é começar um um espaço completamente vazio. O motivo é que o excesso de objetos distrai a mente, então quanto menos, melhor.
  2. Escolha cores neutras e próximas da natureza. Tons de branco, marrom e verde transmitem tranquilidade.
  3. O mesmo vale para materiais. Sisal, madeira, algodão, linho passam uma sensação de conforto não disponível no poliéster*. Abuse desses materiais em almofadas, tapetes, cortinas.
  4. Atenção para iluminação: aqui acho que cabem duas alternativas bem distintas. Uma é abusar da iluminação natural e da energia que o sol transmite. Outra é usar a iluminação: velas e luminárias dão um clima de intimidade.
  5. Monte um “altar” – uso a palavra sem conotação religiosa, por não achar palavra melhor. O altar dá um ponto de foque no ambiente. O que colocar nele vai depender de você. Se for um espaço de oração, pode ser uma bíblia. Se for um espaço de meditação, uma imagem de Buda. Pode ser só plantas. Uma ideia bacana que eu vi foi um espaço que tinha uma pequena fonte e pedras com palavras que representam as coisas em que você quer se focar naquele momento.

E aqui vão algumas sugestões de itens que eu usaria num espaço assim + alguns espaços para inspirar vocês.

espaço zen meditação oração moodboard
Tapete Tok Stok. Luminária Etna. Buda Terraasia. Mesa com dois pufes Meu Móvel de Madeira. Almofada Futon Company. Bambu Leroy Merlin.
espaço zen meditação oração rozalynn woods
Designer: Rozalynn Woods
espaço zen meditação oração ana interiors
Designer: Ana Interiors
espaço zen meditação oração ryan associates
Designer: Ryan Associates
espaço zen meditação oração genesis architecture
Designer: Genesis Architecture

Alguém aí tem um ambiente assim em casa? Divida conosco!

* Só pra não restar dúvidas, o negócio do poliéster é uma piada. Tá liberado usar poliéster se quiser, viu 😀

Imagens: 1. 2. 3. 4. 5.

Terminal 3 do Aeroporto de Guarulhos ~ minhas impressões

Terminal 3 Guarulhos_01

Gente, como vocês sabem (ou não!), voltei semana passada do Brasil. Como nós somos pobres nossa parada final é Uberlândia, a gente acaba sempre indo pelo aeroporto que tem passagens mais baratas ou as conexões mais convenientes, então fazia muitos anos que não passávamos por Guarulhos. Foi uma surpresa e tanto chegar no novo terminal mas, às 6 horas da manhã depois de uma noite em um avião, morrendo de sono, só rolou uma passada básica até o ônibus que faz o transporte até Congonhas. A única coisa que me chamou a atenção foi o tamanho do free shop – gente, aquilo é um shopping! Em Heathrow são duas portinhas com meia dúzia de perfumes, bebidas e cigarros, rs (na chegada, na partida também é um shopping centre e tanto!).

Já na volta pra casa, apesar do pepino/abacaxi/problema gigantesco que aconteceu (e que eu explico em outra oportunidade), já deu pra ter outra vivência do espaço. Nós almojantamos no aeroporto e minha primeira impressão não foi muito boa. O andar dos restaurantes me pareceu meio claustrofóbico, com o pé direito muito baixo em relação ao todo. Os elevadores são ridiculamente pequenos, duvido que caibam dois carrinhos. Faltam sinalizações claras de onde ficam as coisas importantes no aeroporto (eu precisava ir na ANAC e não tinha escrito em mapa nenhum onde fica, nem em placa nenhuma. Foram dois PMs que estavam passando que me disseram onde era. Fica no terminal 2, a quem interessar possa) e não achei um orelhão em lugar nenhum – se tinha, estava muito bem escondido. Tudo coisa pequena, mas que, na minha opinião, não deveria acontecer num terminal que acabou de ser inaugurado.

Fora esses percalços, a impressão é de estar num dos grandes aeroportos europeus: pé direito altíssimo, espaços amplos, estrutura metálica e vidro para todo lado – muito uso de iluminação natural. Bem diferente da vibe “concreto por toda parte” dos terminais 1 e 2.

Terminal 3 Guarulhos fachada 02 Terminal 3 Guarulhos foto fachada Terminal 3 Guarulhos portões de embarque Terminal 3 Guarulhos vista aérea Terminal 3 Guarulhos

Agora, normalmente eu falaria do projeto em si, mas vou confessar que eu precisaria de semanas para entender o que aconteceu ali – anos de demora, troca de arquitetos, enfim, uma grande confusão. Essa matéria da Infraestutura Urbana dá uma esclarecida para quem tiver curiosidade. Esteticamente, numa análise rápida, preferia o primeiro projeto. Engraçado que esse monte de volumes desencontrados fariam o coração da estudante de arquitetura Carolina suspirar, mas hoje já não me agrada tanto. Funcionalmente falando, é complicado comparar sem estudar os projetos e eu nem vou arriscar, já que corro o risco de fazer papel de boba. O que posso dizer é que o que foi construído funciona bem – na minha experiência. Vale a pena observar que nós estivemos ali em um domingo, que talvez seja um dia mais tranquilo, mas no geral foi uma experiência boa.

Terminal 3 Guarulhos implantação

Terminal 3 Guarulhos elevação leste-oeste 01 Terminal 3 Guarulhos elevação leste-oeste 02 Terminal 3 Guarulhos elevação leste-oeste 03 Terminal 3 Guarulhos elevação leste-oeste 04 Terminal 3 Guarulhos elevação norte-sul 01 Terminal 3 Guarulhos elevação norte-sul 02 Terminal 3 Guarulhos elevação norte-sul 03

Terminal 3 Guarulhos detalhe cobertura

Projeto arquitetônico: Engecorps Typsa

Imagens