Diário de uma arquiteta desempregada: da importância de ter alguém pra dizer que está uma merda*

Portfólio Diário de uma arquiteta desempregada

Não sei vocês estão lembrados (não!), mas meu último post da série foi sobre portfólio e currículo, lá em fevereiro. Aí que eu postei por aqui e mandei pro meu irmão ver o que ele achava. Ele disse, com aquela honestidade que só os irmãos tem, que estava bom mas poderia estar melhor. E é verdade.

Uma das coisas que a faculdade de arquitetura ensina, e que talvez a gente só se dê conta depois de muito tempo, é que a crítica não está ali para te fazer mal, mas para te ajudar a melhorar. Quando o professor diz que tá horrível e te manda fazer tudo de novo, ele (geralmente) não está querendo te desmoralizar e sim te fazer pensar em que outras soluções você pode achar para o problema. Soluções melhores? Soluções piores?

A vida é como a faculdade, só que não tem professor. Às vezes nós temos uma ideia (que achamos) brilhante e nos focamos tanto naquilo que acabamos não vendo o que poderia ser feito de forma diferente, de forma melhor. Aí entra a importância de ter alguém pra te dizer que tá tudo uma merda. Um amigo, um colega, um irmão – alguém em quem você confie e cuja opinião não vai te ofender. Alguém que possa ser sincero com você e te apontar tudo que você pode melhorar.

Por causa da crítica do meu irmão, não só melhorei meu portfólio mas melhorei meu currículo também – aprendi softwares que eu não sabia antes -, e por onde meu livrinho passa, só recebo elogios. (Quer dizer, não tenho um emprego ainda, mas isso é assunto pra outro post).

Então fica aqui a dica pra você que está procurando aquele emprego legal e não sabe o que mais pode melhorar: ache uma pessoa para estar do seu lado e dizer, sinceramente, quando tudo está uma droga.

* Desculpem o francês!